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Portugal exportador

Entre países, vender é essencial, para se poder comprar e suportar as funções essenciais do Estado orientadas para o bem-estar de todos, desejavelmente com maior coesão social e territorial.

Há uns séculos, o essencial da riqueza saia do solo e “exportar” significava ser-se capaz de colocar longe produtos da agricultura, da extração e algumas manufaturas. Depois, a indústria ganhou importância e ainda hoje é essencial, apesar de se ter verificado um significativo aumento dos serviços.

Desde a agricultura (pouco), da indústria (no essencial) e dos serviços (também), a exportação é vital para a nossa existência como país desenvolvido. Por isso se fala muito – e bem – de algumas empresas que se afirmam no mundo (como a Critical Software ou o CEEIA), ou da atração de outras tecnologicamente avançadas (como a Google). Neste papel de criação e reforço de empresas exportadores, o Estado tem um papel importante, mais ainda alguns empresários e investigadores.

Considerando a “geografia da exportação”, realçando aqui o que é também muitas vezes o resultado do esforço de municípios que olham muito além de obras e festas, ou quase só em mais turistas, importa sublinhar que os que mais exportam são Lisboa, Palmela e Vila Nova de Famalicão, o que é compreensível face à quantidade de empresas que têm sede na capital e à relevância da Ford-Volkswagen e da Continental, respetivamente. Todavia, o registo mais interessante é o dos que aumentam mais as exportações entre 2014 e 2017, a saber: Odemira, Bragança, Beja, Braga, Tábua, Gondomar, Abrantes, Alenquer, São João da Madeira e Vila Nova de Cerveira – perto e longe do mar e em contexto metropolitano ou não, note-se –, merecendo um sublinhado especial pelo volume da variação Braga, Palmela e Maia.

Crónica de José Albero Rio Fernandes para JN

Professor Catedrático FLUP. Presidente da Piedade Portuguesa de Geografia

11 de Julho de 2018

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