Sáb. Out 24th, 2020

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OPINIÃO | O Lixo

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Por Helder Costa, dramaturgo

O Lixo, aquela coisa desagradável, feia, ordinária e repelente, causador de doenças e epidemias, invade – desde sempre – os nossos dias.

Péssimas condições de vida, saúde e habitação ajudam ao seu aparecimento e desenvolvimento.

Mas a questão fundamental é que somos nós quem cria esse lixo.

Mais grave ainda, é que existem o Lixo físico e o mental.

O que é o Lixo mental? é um desânimo que se acumula, que nos paralisa e faz com que a nossa auto -confiança nos abandone. Porque olhamos à nossa volta, e vemos crescer incompetências, crimes e impunidades.

Os exemplos são diários e permanentes. Falando do nosso Presidente, não, não sejam ingénuos , não é o Marcelo, chama –se Trump, dono e senhor da guerras, dos roubos e falências, um genocida que apela à morte de gente que reage contra o racismo e contra a miséria a que são reduzidos milhões. Um exemplo grave do Lixo mental? Estão a sair vários Livros que denunciam os crimes, as mentiras e a manipulação do sujeito…

Ao mesmo tempo, as suas sondagens sobem!

O que é que isto prova? Que os milhões de fanáticos que o apoiam ou não sabem, ou não querem ler. Porque têm medo de “ abrir os olhos” e mudar de opinião. O grande manipulador tem milhões para corromper e comprar votos, e já provou que está disposto a tudo para boicotar as eleições.

Quando chegamos a este ponto …em que o Lixo avançou e te submergiu…

 Que fazer, senão intensificar a luta, acreditando na força das ideias?

Eu sei que o problema é grave – HOJE, infelizmente Mundial, com culpas acrescidas para a nossa Europa – de quem se fala da grande herança cultural.

Há realmente motivos para querer defender essa herança – o brilhante século XVI com Da Vinci, Durer, Maquiavel , Erasmo, Thomas More, e tantos outros que  ajudaram a criar um novo mundo longe das trevas inquisitórias da Idade Média e do fundamentalismo Islâmico. Pagando com perseguições, exclusão social e a morte 

Mas no século XIX  comentando essa época , alguém elogiou “ essa gente com a plenitude e força de caracter que os faziam homens completos. Mas acrescentou…” Os sábios de gabinete são excepção. Ou se trata de gente de segunda e terceira ordem, ou de filisteus prudentes que não querem queimar os dedos —Engels – “ Dialéctica da Natureza”

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