2 de Dezembro, 2022

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Promover a diversificação das aprendizagens

INOVAÇÃO | Mesa Redonda em Barcelos – SCMB, 29 de junho 2022

A Santa Casa da Misericórdia de Barcelos organizou uma Mesa Redonda com o tema Formação e Inovação por ocasião do lançamento do seu projeto de Academia de Formação que se enquadra numa rede de estruturas formativas dinamizada pelas instituições de natureza e identidade similares. A Caixa de Mitos participou no segundo painel da sessão tendo sido acompanhada por entidades com experiências relevantes no domínio centra do painel.

A preocupação dos oradores e dos envolvidos nesta iniciativa consistiu antes de mais em afirmar que o mais importante de todos os elementos de uma estratégia de desenvolvimento de uma entidade formadora é aquele que coloca no centro de todos os processos AS PESSOAS.

Sabemos que esta visão, profundamente humanista, incorpora elementos de inquestionável potencial para o desenvolvimento humano, mas carece de ser explicitada. De alguma forma é a partir da própria clarificação dos mecanismos previstos para assegurar esta abordagem estrategicamente determinante que se pode, ou não, validar as intenções declaradas.

No caso, desde o início da sessão, surgiram sinais evidentes de coerência e consistência com o propósito enunciado, mesmo sendo principalmente de natureza simbólica. De fato, como tivemos oportunidade de destacar na nossa comunicação, não é fácil encontrar dirigentes de organizações que na apresentação de resultados façam questão de personalizar os protagonistas dos êxitos obtidos, nominalmente e relacionando opções e contributos dos colaboradores e das colaboradoras que asseguraram a coordenação e a dinamização das ações. Quando os êxitos ocorrem, tendencialmente, os dirigentes gostam de se armar em Louis XIV e esquecem as formiguinhas que são as obreiras dos processos e dos resultados. Não foi aqui o caso e esse sinal deu-nos alento para arriscar algumas abordagens sobre a citada explicitação da estratégia “as pessoas no centro”.

Um posicionamento claro

Desde logo o posicionamento face aos destinatários das ações a empreender e à natureza dos serviços a realizar:

  • Prevalece uma atuação baseada na procura ou na oferta?
  • Os serviços são pré-definidos e procuram-se os potenciais e eventuais utilizadores ou a relação é de negociação e de ajustamento na conceção e desenvolvimento de soluções formativas que respondam a diversas especificidades em presença?
  • O conceito orientador dos processos formativos é a competência na sua estruturação multidimensional e exigente em termos de integração de variáveis, e consequentemente associada a experiências e a demonstrações na ação, ou os conhecimentos, as habilidades e as atitudes são campos separados de “formação” muitas vezes encobertos por denominações com as famosas variações hipermodernas das skills?
  • Os processos de apoio ao desenvolvimento de competências incorporam um subsistema de acompanhamento que lida com a poder de agir dos intervenientes?
  • Resumidamente, o que se denomina por formação situa-se no terreno do “aprender sobre” ou no de “aprender com”.

Um arsenal metodológico adequado

Neste terreno que tem mais a ver com a cultura e a experiência de cada organização importa sinalizar os campos de progressão em primeiro lugar dos próprios dinamizadores das ações que serão implementadas:

  • Um perfil de facilitadores e de mediadores de aprendizagens como ponto de partida para metodologias adequadas ao posicionamento adotado;
  • Uma dinâmica de auto-formação e de aprendizagem colaborativa dos profissionais que pode em última análise situar-se no campo das Comunidades de Prática ou de modelos baseados na inteligência coletiva em detrimento da formação estruturada pelo modelo escolar.

Estes apontamentos são mera bases de reflexão o seu aprofundamento e desenvolvimento implicam abordagens mais consistentes:

  • ao conceito de formação
  • ao conceito de competência
  • ao desenvolvimento do tema da inteligência coletiva
  • às experiência de Comunidades de Prática no campo de desenvolvimento de competências dos profissionais
  • às dinâmicas de cooperação e de rede estruturadas para o desenvolvimento e a inovação.

Carlos Ribeiro 30 de junho de 2022

Carlos Ribeiro
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