9 de Fevereiro, 2023

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Para que servem os projetos locais?

publicado 14 de outubro 2022 | Carlos Ribeiro

Os promotores e o desenvolvimento (1)

Foram anunciados novos apoios para a realização de projetos locais na área da educação e qualificação de adultos que remetem para protagonistas diversos nos territórios e cuja relação com as iniciativas a dinamizar importa analisar para avaliar as condições de implementação. A intenção prioritária deverá ser o sucesso dos empreendimentos a levar a cabo colocando os adultos aprendentes no centro dos objetivos e das práticas pedagógicas.

Numa tipologia estabelecida a partir de critérios relativamente simples podemos enunciar algumas categorias e definir a lógica central das atuações que lhes podem estar associadas.

Pragmáticos da gestão

Nesta categoria encontraremos todas as entidades que irão promover candidaturas com uma finalidade central, muito terra-a-terra, que consiste no aproveitamento de mais uma fonte de recursos financeiros para alimentar a estrutura em termos de tesouraria Consequentemente o objetivo principal será, custe o que custar, a aprovação dos projetos. Quanto ao impacto que os projetos poderão ter sobre o desenvolvimento das pessoas e dos territórios, essa matéria ver-se-á se sim ou não poderá ocorrer.

Os Boa figura

Um outro lote de promotores de projetos neste âmbito serão instituições que querem dar provas de cooperação e de pleno apoio às iniciativas dos poderes públicos, procurando assegurar a continuidade dos apoios às vertentes centrais da atividade que é realizada. Procuram por esta via de solidariedade forçada (podem contar connosco!) eliminar preventivamente interpretações de desconforto ou de discordância com o quadro que é formalmente proposta no concurso, em caso de não-candidatura.

Os Vão-a-todas

Algumas entidades participarão independentemente de uma análise rigorosa das condições que estão em cima da mesa. As questões do IVA, a entrevista inquisitorial, o número pré-estabelecido de participantes independentemente da região do projeto, a ausência de garantias nos fluxos financeiros, estas e outras questões serão secundarizadas. Acredita-se que “Vale sempre a pena” e consequentemente as dificuldades que poderão surgir serão encaradas na devida altura.

Os Externalizadores

Algumas entidades têm consciência que não existem condições para realizar ações com a escala que conduza à certificação de dezenas de adultos com níveis de qualificação muito baixos. Mas depositam confiança num parceiro mercenário que já deu provas de trabalhar bem as soluções de formação realizadas em lógica de granel. Nesses termos a parceria de vantagem mútua permite uma boa mobilização de adultos “carne para canhão” que irão viver mais uma experiência de frustração depois dos pacotes formativos de jardinagem, de informática para utilizadores, de cozinheiros, etc.

Um segundo grupo na tipologia

Esta tipologia integra um segundo grupo de entidades que procuram ver se é possível estabelecer uma ligação entre os projetos locais e os objetivos dos Centros de apoio à qualificação.

Encontraremos neste grupo os Parceiristas, os Comunitaristas e os Idealistas. Mas essa abordagem fica para uma próxima peça. Muito brevemente.

Carlos Ribeiro

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