JÚRI (II)| Falar de reconhecimento é falar de avaliação?

PRAÇA DAS REDES | 10 de fevereiro 2021 | Júri de Certificação (II) | carlos Ribeiro

Avancemos pois na clarificação de ideias sobre os conceitos-chave que estão associados ao percurso cujo desfecho é o JÚRI DE CERTIFICAÇÃO. No caso podemos ir ao encontro das ações que nos diversos momentos transportam na sua dinâmica alguma forma de “julgamento”.

Julgar, ponderar, indagar, sancionar, concordar, discordar….muitas são as situações que podem ser encontradas na interação entre o adulto em processo e os técnicos em animação. Não podemos afirmar que globalmente estamos perante lógicas principalmente avaliativas. Mas desenvolvemos uma ação de mediação na qual o adulto desenvolve, ele sim, uma abordagem auto-avaliativa. O risco aqui é de contaminação.

Reconhecimento

Consideremos a título de exemplo o campo do RECONHECIMENTO.

Reconhecer não tem que ser avaliar mas pode ser transformado num ato de avaliação, ou seja, posso reconhecer e valorizar os saberes e /ou competências pela constatação da sua existência ou posso exercer uma lógica comparativa e colocar-me numa posição avaliativa de medida, de ponderação sobre o valor que é atribuído, de sancionar a partir de um quadro de referências subjetivo.

O RECONHECIMENTO apresenta várias linhas de exploração temática, mantendo no entanto o foco no “reconhecimento dos saberes e das competências”:

O reconhecimento pelo próprio adulto. Uma operação de exploração realizada com algumas ferramentas-chave que permitem uma identificação concreta associada a situações e a experiências também muito específicas e bem delimitadas;

O reconhecimento pelos técnicos. Uma partilha de percurso revisitando várias experiências com o adulto, criando condições para fazer emergir saberes e competências que precisam para serem identificadas de um olhar mais integrador;

O reconhecimento aberto como processo comunitário e de cidadania. A valorização de ações sem existir um mecanismo hierárquico sancionatório através dos OPEN BADGES que se baseiam numa dinâmica flexível, auto-organizadas e para níveis muito diferenciados de reconhecimento e valorização. Os OB funcionam na base da emissão eletrónica dos PINS.

Aprofundar a nível europeu

EXPLORAR O TEMA A NÍVEL EUROPEU

FUTURO PROJETO SOBRE O TEMA NA COMUNIDADE DE PRÁTICA

Apresentação de uma candidatura ao ERASMUS+ sobre a certificação flexível e aberta (OPEN BADGES). Contactar Coordenação da Comunidade de Prática | Rosa Vieira EPATV.

Carlos Ribeiro | Caixa de mitos | CoP EPALE – INFONET

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