Qui. Dez 3rd, 2020

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O milagre dos quinze da Unesco

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Etelberto Costa, junho 2020 | EU LLLPlatform pool of experts | Editado Carlos Ribeiro

Na Comunidade de Prática que estruturámos para nos apoiarmos uns aos outros, na área da educação de adultos, fomos conversando sobre situações insólitas e exigentes que tivemos de ultrapassar. Vamos dar voz a quem as viveu na rubrica Histórias de Navegadores Confinados hoje com o Etelberto Costa, Embaixador EPALE e ativista da aprendizagem ao Longo da Vida apoiada nas soluções digitais| CR @praçadasredes

“As escolas vão fechar!Foi logo a 12 de março que se percebeu que o movimento premonitório de muitos pais, professores, formadores e outros agentes do conhecimento ia acelerar e ganhar força.  Prolongou-se afinal por mais de 60 dias e ainda hoje, chegados a junho, se está numa de sim, mas talvez. É minha convicção que agora cada um deve assumir o patamar de risco em que quer estar. Numa iniciativa de massas ou numa reunião de 6 pessoas. Há para todos os gostos!

Abrir canais de comunicação

O primeiro passo foi bem percebido por todos e todas: abrir canais de comunicação entre alunos, formandos, professores e formadores. Naquele movimento procurei ser prestável no grupo ad-hoc criado no facebook E-Learning apoio que conta hoje com 29.000 membros e, naquela situação inicial,  apoiar a partilha de pensamentos e de experiências no #eagoraead promovido pelos Professores da Universidade Aberta António Teixeira e José Mota.

Produzir opinião, apontar experiências, sublinhar práticas com resultados, indicar produtos e casos, colaborar nas tomadas de posição e na missão da plataforma europeia da Aprendizagem ao Longo da Vida, foram as preocupações centrais daquela fase.   .

Traduzir Unesco em grupo

Nesta dinâmica colaborativa animei a criação de um grupo ad-hoc para se traduzir o primeiro manual editado pela Unesco sobre a experiência chinesa de Ensino a Distância já em situação de pandemia. Podem encontrá-lo na Praça das Redes com a denominação Manual de apoio à aprendizagem flexível. Um trabalho colaborativo que juntou, num objetivo comum, mais de 15 profissionais do conhecimento que vão desde os que trabalham com a infância, aos de ensino superior, passando pela educação de adultos. Uma comunidade que continua a funcionar e reunir trocando práticas e ideias. Podem ler sobre isto o artigo A necessidade aguça o engenho, o trabalho em rede faz o resto. Quando o trabalho é feito a várias mãos e resulta, fica-se muito mais feliz.

Guardar as sementes

E ler, ler muito e partilhar ideias. Olhem esta que me chegou no dia em que escrevo, um comentário de Stephen Downes ao artigo Reopening school: what it might look like cuja  autora é Jennifer Gonzalez publicado na Cult of Pedagogy em maio 2020 “a autora aflora a questão óbvia: o que se produziu em emergência Covid19 não é de deitar fora, porque representa muito de trabalho, suor e aprendizagem feita de fazer. Não! É semente que fica e que serve como backup mas também para fazer o caminho inverso de se colocar ao serviço do ensino presencial num percurso que tem sido feito de paralelas e que muito ganhará se for feito de confluência e colaboração!”.

Foto ©etelbertocosta

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