O  certificado é a lei, porque se quer escolarizar a educação permanente 

OS CENTROS QUALIFICA DO FUTURO OU COMO O PODER DE AGIR DOS ADULTOS PODE ACABAR COM O ESPÍRITO MEDIEVAL NA EDUCAÇÃO PERMANENTE 

O  certificado é a lei, porque se quer escolarizar a educação permanente (Postal nº1) | Carlos Ribeiro 

Os mais jovens andam angustiados com o sentido da escola. Como escreveu José Matias Alves num texto incontornável cuja leitura aconselho:  

(https://www.facebook.com/photo?fbid=10227251904662888&set=a.1270184474194

“Tenho 15 anos. De casa para a escola. Da escola para casa. Diariamente percorro o caminho de ida e volta. E vagueio à volta de mim. Ando no 10.° ano. Humanidades. Numa turma de 33 alunos. Na escola, o professor de Filosofia diz que a educação é a alavanca do progresso social, da emancipação do homem, que é o investimento certo para o futuro. E a professora de História garante que, desde a sua criação, a escola foi um instrumento de mobilidade social; que os títulos académicos democratizaram a vida e vieram substituir a estratificação de sangue. Grande invenção, a escola, disse ela. E acrescentou que o passado nos ensina que a escola é uma passagem, o tempo de preparação para a vida ativa, para o futuro risonho e feliz. E que, por isso, era necessário o sacrifício, o esforço. Nada dessas modernices da compreensão crítica. 

(….) Tenho 15 anos. Tenho 10 anos de escola. Esmagado pelo vazio da incerteza. Pelo tédio de não perceber” 

INTERROGAÇÃO  DIAGNÓSTICA 

Podem os Centros Qualifica ser forçados a IMITAR A ESCOLA, com participantes adultos, quando os mais jovens, e com razão, apresentam tantas reservas e colocam tantas dúvidas sobre este modelo de Aprendizagens e de Viver em Comunidade de Aprendentes? 

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